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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…) Trabalho e estudo. Não sou só trabalhador. Não sou só estudante. Sou trabalhador-estudante. De manhã estudo engenharia informática. À tarde trabalho como operador de call center.
Trabalho desde os 16 anos. O meu primeiro emprego foi como assistente de caixa no Continente. Depois passei por várias lojas e call centers. Tenho 21 anos. A maioria dos jovens começa a trabalhar com essa idade.
Os meus pais não têm possibilidades financeiras para sustentar as minhas despesas. O dinheiro que recebo todos os meses tem de chegar para pagar as propinas da faculdade, as refeições fora de casa, o passe, as saídas à noite, entre outros gastos.
Estou cansado. Esforço-me para ser um bom trabalhador, um bom estudante. Mas às vezes é complicado. Nem sempre tenho tempo para fazer todos os trabalhos da faculdade ou para estudar para os exames. Irrita-me aqueles”filhinhos dos papas” que não fazem nada da vida e mesmo assim faltam às aulas e tiram notas baixas. Mas o que mais me irrita é saber que esses “filhinhos dos papas”, independentemente das notas e médias finais, vão ter um emprego garantido assim que terminarem o curso. Já eu, não tenho tanta certeza. Os meus pais, não têm “cunhas” para me arranjar e muito menos possibilidades para me sustentar enquanto procuro trabalho na minha área de formação.
Às vezes pergunto-me se vale a pena continuar a estudar, se vale a pena gastar tanto dinheiro com propinas, livros ou material escolar, se vale a pena fazer noitadas para terminar trabalhos ou estudar para os exames. Às vezes pergunto-me se vale a pena fazer tantos sacrifícios para depois terminar como assistente de call center?! (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Agosto 2011
Notes