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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…) Ahrbdfl…
Abro a boca mas não consigo. Abro a boca mas não consigo que saía qualquer palavra para além de sons abafados sem qualquer sentido. Abro a boca, procuro vogais e consoantes, penso em nomes, pronomes, verbos e artigos mas não consigo articular uma única frase. Abro a boca e nada. Não sai nada.
Sou muda. Não nasci com o dom da fala. Não me consigo expressar através de palavras orais, apenas de sons, gestos ou movimentos. Sabem aqueles sons que os bebés fazem antes de saberem falar? São esses os sons que saem da minha boca sempre que tento articular uma frase.
Como devem calcular não é fácil viver com esta “doença”. Sou gozada, maltratada, humilhada, constantemente. O meu dia-a-dia não seria o mesmo sem expressões do tipo “O gato comeu-te a língua!”.
Existem pessoas que desejam carros, casas, jóias, roupas, cargos, viagens… Eu apenas desejo falar” (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Setembro 2011
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