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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…) A minha mulher bate-me. Bate-me por tudo e por nada. Bate-me por não chegar a horas a casa. Bate-me por esquecer de fazer o jantar. Bate-me por não limpar a loiça ou passar mal os seus vestidos a ferro. Bate-me. Maltrata-me por tudo e por nada.
Aos olhos dos outros parecemos o casal perfeito. Amigos, cúmplices, enamorados. Andamos de mãos dadas na rua e trocamos carícias em público. Falamos calmamente e esclarecemos os nossos pontos de vista sem discussões. Mas por detrás da ilusão esconde-se a dura realidade. Sou constantemente maltratado pela minha mulher. Sei que parece estranho. Afinal, qual é o homem que se deixa ser agredido por uma mulher! O oposto é normal. É comum ouvirmos notícias é histórias de mulheres que sofrem de violência doméstica. Mas casos de homens que passam pelo mesmo são raros ou pouco conhecidos. Vergonha, orgulho, covardia, muitos são aqueles que tal como eu encobrem esta situação.
Amo a minha mulher. Sempre a amei. Aos olhos dos outros é a mulher perfeita. Bonita, inteligente, simpática, delicada, bondosa… Quem poderia imaginar que uma pessoa assim fosse capaz de maltratar o seu próprio conjugue? Mas maltrata. E eu não a consigo denunciar. Por amor, por vergonha, por covardia, prefiro continuar a sofrer em silêncio. (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Outubro 2011
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