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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“ (…) Vou dar aulas agora ao 8ºB. Sempre que penso que tenho de dar aulas a essa turma entro em pânico. Há 9 anos que sou professora e em 9 anos de carreira nunca tive uma turma tão turbulenta e complicada. São mal-educados, indisciplinados e, muitas vezes, agressivos. Têm entre 12 e 14 anos mas parecem uns autênticos selvagens. Atiram lixo para o chão, comem dentro da sala de aula, escrevem nas mesas, conversam uns com os outros constantemente…
Às vezes já não sei o que fazer. Há dias em que só me apetece sair da sala e nunca mais voltar a dar aulas àquela turma. Já tentei de tudo. Mudar os métodos de ensino e de avaliação, conversar com eles, chamar a atenção dos encarregados de educação… Mas nada resulta. Pelo contrário, continuam cada vez mais violentos e mal-educados. E não são só os rapazes, também as raparigas são indisciplinadas e agressivas. Não me obedecem, são respondonas, dizem palavrões e só não me batem porque não o permito.
Quando toca para o intervalo fico aliviada. É um alívio saber que hoje não terei de passar novamente pelo mesmo. Mas só de saber que amanhã, depois de amanhã terei de voltar a estar em contacto com estes “monstrinhos” fico nervosa e entro em pânico. (…)”
Pós modernidade, umacrítica á modernidade, umacrítica á sociedade
Outubro 2011