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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…) Tenho de esconder estes sacos em algum lado. Mas aonde!? No quarto o meu marido ia dar por isso. Na sala não há espaço. Na cozinha seria demasiado visível. No quarto das crianças também não me parece. Só se for na casa de banho…
Já estou farta de andar a esconder tudo o que compro. Uma pessoa agora não pode gastar dinheiro em roupa, malas, sapatos, cremes, jóias… que tem logo um monte de gente a vigiá-la e a criticá-la! O dinheiro fez-se para gastar, não para estar escondido debaixo do colchão ou guardado no banco. Assim como os produtos servem para serem comprados. Quero lá saber se gasto muito ou pouco dinheiro com isto ou aquilo. O dinheiro é meu, sou eu que o ganho e, por isso, faço com ele o que bem entendo e o que me apetece.
O meu marido quer que eu vá a um psicólogo. Diz que não é normal andar a gastar tanto dinheiro em coisas que não preciso. Sabe lá ele se não preciso daquilo que compro. Além disso, um vestido ou uns sapatos novos fazem sempre falta.
Os meus familiares e amigos dizem que tenho algum problema compulsivo, que sou viciada em compras. Problema têm eles que não me páram de chatear e de me vigiar (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Outubro 2011
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