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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…)
- Piiiiii… Piiiiii…
- Se estás com pressa passa por cima
- Vai à merda!
- Piii… Piiii… Piii…
- Já vaiiii…
Gente stressada! Levantam-se à última da cama, saem atrasados de casa e depois começam “a mandar vir” com os outros. Como se eu tivesse a culpa de estarem atrasados. Se estão com pressa saíssem mais cedo de casa.
Todos os dias da semana o ritual repete-se. Todas as manhãs e, algumas tardes, sobretudo à sexta-feira ou véspera de feriado, à hora de ponta, só “apanho” “atrasados (as) mentais” na estrada. Insultos, buzinadelas é tudo o que oiço entre casa e emprego ou vice-versa. Às vezes ainda tento prestar atenção às notícias da rádio. Mas normalmente é impossível. Tenho sempre alguém a querer “passar-me por cima” ou a cometer contra ordenações mesmo à minha frente. Não sei o que é pior: os malcriados apressados ou os mal condutores que fazem tudo “pela calada”.
Aos que não sabem conduzir só digo uma coisa: “vão de transportes para os vossos destinos. Além de pouparem dinheiro também salvam vidas.” Aos que estão com pressa e stressados: “calem a boca e deixem-me em paz!” (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Junho 2011
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