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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…) Tento parar mas não consigo. Juro que me esforço. Mas é “mais forte do que eu”. Já não tenho forças. Já não tenho dinheiro. Já não tenho marido. Já não tenho amigos. Já não tenho emprego. Já não tenho nada. Só me resta a minha filha. O vício levou-me tudo. Mais cedo ou mais tarde também a levará. E aí ficarei sozinha, abandonada, refém da dependência.
Hoje ainda não consumi. Não me estou a sentir bem. Tenho náuseas, vómitos, tonturas. Dói-me a cabeça. Apetece-me vomitar. Tenho de falar com o G.P. O telemóvel já o vendi e não tenho dinheiro para o autocarro. Posso ir a pé mas nunca mais chego lá.
Prometi à Marta que largava a coca e que ia às reuniões dos Anónimos que são drogados. A minha filha não acreditou. Como é que poderia acreditar em algo que nem eu própria acredito?!
Não sei como entrei nesta vida, nem sei como vou sair. Isso se alguma vez conseguir sair. Não me lembro da primeira vez que consumi. Já foi há tantos anos. Não sei que idade tinha, com quem estava, onde estava. Não sei porque é que o fiz e quem me incentivou a fazê-lo. Só sei que quando se começa nunca mais se acaba! (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Junho 2011
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