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geração à rasca

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Cada vez mais gosto do meu gato
“(…) Apaixonei-me pelo meu gato. Não se riam. Estou a falar a sério. Apaixonei-me mesmo pelo meu gato. Porque é que estão tão espantados? Não vejo qual é o problema. Devia ser permitido os seres racionais apaixonarem-se por seres irracionais. Ao princípio pode parecer bizarro ou incomum. Mas vendo bem as coisas quantas pessoas conhecem que já disseram pelo menos uma vez na vida “quanto mais conheço as pessoas mais gosto do meu cão ou do meu gato”!?
Apaixonei-me pelo meu gato porque:
- Não discute comigo de cinco em cinco minutos por tudo e por nada;
- Não critica o meu decote demasiado expositivo e a mini-saia demasiado curta;
- Não reclama da comida sem sal e dos produtos light;
- Não ignora o meu novo perfume ou o novo penteado;
- Não se irrita quando estou com os meus amigos, sobretudo se alguns deles forem homens;
- Não fica zangado se trabalho até mais tarde e se não venho jantar a casa;
-Não embirra com as minhas malas e sapatos que ocupam grande parte do armário;
- Não é machista, mandão, irresponsável e egoísta;
(…)
Apaixonei-me pelo meu gato porque apesar de ter muitos defeitos consegue ser superior a qualquer homem. E eu estou farta dos homens. É caso para dizer: “quanto mais conheço os homens mais gosto do meu gato!”(…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Maio 2011
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