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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
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Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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Velha para trabalhar, nova para a reforma
“(…) Sou velha para trabalhar. Sou nova para a reforma. Tenho 51 anos e estou desempregada há mais de 24 meses. A empresa de mobiliário em que trabalhava entrou em insolvência. 25 anos como contabilista equivalem a pouco mais de 500 euros como subsídio de desemprego.
Estou no fim do período de desemprego. Não sei o que vou fazer quando deixar de receber o subsídio. Nem sequer quero pensar nisso. Não posso pedir a reforma antecipada porque ainda não atingi a idade mínima. Não consigo encontrar emprego porque sou demasiado velha para o mercado de trabalho.
Envio currículos todos os meses, pelo menos três, como obriga o Centro de Emprego. Estou a começar a ficar desesperada. Tenho dois filhos adolescentes para alimentar, um com 17 e outro com 19, já na universidade. Preciso de pagar a renda da casa, a água, a luz, a electricidade, a alimentação. Se não fosse a ajuda do meu marido não sei o que faria. Estou a ficar sem dinheiro. As poupanças já desapareceram e o subsídio desemprego vai pelo mesmo caminho. Não sei o que vou fazer quando isso acontecer.
Sou velha para trabalhar, sou nova para a reforma (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Maio 2011
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