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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…)
- Lá vem a menina do jardim de infância!
- O que é que foi oh parvalhão!
Estou a começar a ficar farto destes comentários. Desde que entrei na faculdade há oito meses que sou criticado constantemente, quer por familiares, quer por amigos, quer por desconhecidos. Pretendo ser educador de infância sim. Qual é o problema?! Quero cuidar e educar os filhos dos outros, brincar com eles, dar-lhes de comer, contar-lhes histórias, adormecê-los. Se sou maricas? Não! Por acaso até tenho namorada. E sou bem macho!
Há quem diga que sou esperto por escolher uma profissão de mulheres. Vendo pelo lado positivo, ser o único homem na turma até tem as suas vantagens. São só gajas boas por todo o lado. O problema é que a maioria delas pensa que sou gay. Se sou gay por estar a estudar educação básica isso significa que as mulheres que trabalham nas obras também são lésbicas.
Pensava que a distinção entre profissões para homens e para mulheres fazia parte do passado. Mas afinal enganei-me. Na prática, continuam a existir actividades exclusivamente masculinas e exclusivamente femininas. (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Junho 2011
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