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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…)
- Não quero mais ir às aulas de teatro.
- Mas tens de ir. Como é que queres ser actriz sem formação?
- Mas eu não quero ser actriz. Quero ser veterinária.
Às segundas e quartas tenho aulas de teatro depois da escola; às terças e quintas de dança e às vezes aos fins-de-semana ainda faço cursos de modelo e de passerelle. Já fiz vários anúncios. Na semana passada gravei um para uma marca de roupa infantil. Não gosto nada de fazer aquelas poses todas que o fotógrafo manda, de estar sempre a trocar de roupa e de ser maquilhada. Mas a mamã diz que se me portar bem compra-me gomas ou dá-me outra coisa qualquer. Odeio estar sempre a ir a castings ou de andar bem vestida.
A mamã quer que eu seja modelo ou actriz. Mas eu quero ser veterinária quando “for maior”. Gosto muito de animais e de ir ao Jardim Zoológico. Quero ter um cão mas a mamã disse que só me dava um depois de eu entrar numa novela. Não quero entrar numa novela. Não gosto de decorar os textos do teatro e de representar para aquela gente toda. Fico muito nervosa e com dores de estômago. Também não gosto dos meus amigos do teatro porque pensam todos que são “os maiores”.
Nunca mais “sou maior” para decidir aquilo que quero fazer! (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Junho 2011
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