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A colectânea "Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade" é composta por uma série de textos de ficção, narrados por várias personagens de diferentes sexos, idades e estratos sociais. São histórias soltas, muitas delas sem qualquer ligação entre si, que descrevem a visão de uma determinada pessoa sobre um tema ou situação. Todas as críticas são diferentes em termos de conteúdo e linguagem e, por isso, existem expressões e palavras que do ponto de vista estético e gramatical não estão correctas.

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HAR

themed by Cherrie H.

kunstenaar

Desamor canino

”(…) Há um ano e meio que estamos juntos. Apenas há um ano e meio e eu já não consigo mais aturar-te. Ainda me lembro da primeira vez em que te vi. Pequeno mas charmoso, com o cabelo quase branco, todo encaracolado. Foste-me apresentado pela minha mãe numa noite quente de Outono. Tímido, desconfiado mas ao mesmo tempo delicado e educado. Atraíste-me logo a atenção. Foi amor à primeira vista. A partir desse dia nunca mais nos largamos. Mas agora já não te posso ver mais á frente. Sabes, irritas-me completamente.

Odeio-te!

Odeio-te porque cortas o cabelo apenas duas vezes por ano

Odeio-te porque segues todos os meus passos e não me paras de chatear

Odeio-te porque quando me beijas deixas-me a cara toda lambuzada

Odeio-te porque és bruto e arranhas-me a pele

Odeio-te porque me acordas todas as manhãs e te esfregas nas minhas almofadas

Odeio-te porque quando chego a casa nunca me vens esperar á porta

Odeio-te porque te agarras á minha mãe e não lhe paras de lhe dar “graxa”

Odeio-te porque queres sempre ir passear, quer esteja a chover ou a fazer sol

Odeio-te porque te mostras todo querido quando vêm visitas cá a casa

Odeio-te porque só tomas banho de duas em duas semanas

Odeio-te porque despertas as atenções de todos os meus vizinhos

Odeio-te porque és esquisito com a comida

Odeio-te porque fazes barulho a caminhar pela casa

Odeio-te porque “ralhas” ao mínimo ruído e a qualquer estranho

Odeio-te

Mas sabes o que me irrita ainda mais. Não fazes absolutamente nada na vida. Passas os dias em casa, a dormir, a comer e a ladrar. Odeio-te.

A tua dona (…)” 

Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade

Maio 2011

* Trabalho escrito num curso de Escrita Criativa

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