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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…) Chamo-me Miguel e sou alcoólico. Comecei a beber aos 16 anos, socialmente, nas saídas nocturnas. Sempre fui bastante tímido. O álcool ajudava-me a descontrair, a sentir-me mais confiante e relaxado. Quando bebia conseguia ser o centro das atenções e conquistar as raparigas. Foi através do álcool que conheci a minha primeira namorada que, mais tarde, se tornaria minha esposa, mas foi também através dele que perdi-a.
A bebida roubou-me muitas coisas. Mulher, filhos, amigos, emprego, dinheiro, qualidade de vida… Hoje estou sozinho. Passo os dias a deambular sem destino pelas tascas e bares, à procura de uma bebida que me aqueça o estômago.
Quando vejo os mais novos a beber descontroladamente e a cair para o lado de bêbados pelas ruas da capital todas as sextas e sábados à noite apetece-me adverti-los para os perigos do álcool, chamar-lhes a atenção para as suas causas e consequências. Mas como posso eu convencer alguém se não me consigo convencer a mim mesmo?! (…)
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Julho 2011
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