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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…) Nunca mais cresço. Nunca mais sou adulta. Estou farta de ser criança. Nunca posso fazer nada. Não posso andar de carro no banco da frente. Não posso dar beijinhos na boca aos rapazes. Não posso comer gelados e chocolates quando quero. Não posso usar maquilhagem e pintar as unhas. Não posso andar de sapatos altos ou cheia de bijutaria. Não posso ficar acordada até mais tarde, mesmo ao fim-de-semana. Não posso escolher a roupa que quero comprar e a que quero vestir todos os dias. Não posso andar sozinha na rua depois das seis da tarde. Não posso falar com desconhecidos e abrir a porta a estranhos quando os pais não estão em casa. Não posso ver televisão e jogar playstation sempre que me apetece…
Não posso fazer nada. Os adultos têm tanta sorte. Podem fazer tudo aquilo que querem sem ninguém os ralhar ou os colocar de castigo. Porque é que nunca mais cresço? Porque é que nunca mais sou adulta?! (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Julho 2011
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