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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…) O papá e a mamã vão divorciar-se. Vou deixar de viver com os dois na mesma casa. Agora durante a semana vou estar com a mamã e ao fim-de-semana com o papá. A mamã disse-me que já não gostavam um do outro mas que continuavam a gostar muito de mim e para eu não ficar triste. Mas eu estou triste. Se me tivesse comportado bem os papás não estavam sempre a discutir e agora ainda gostavam um do outro. A mamã disse-me que a culpa não era minha, que às vezes as pessoas deixavam de gostar uma da outra e que era melhor viverem em casas separadas.
Os papás da Mara também vivem em casas separadas. E agora ela tem uma nova mamã, um novo papá e um maninho. Eu não quero ter uma nova mamã e um novo papá. Mas gostava de ter uma maninha para brincar comigo às bonecas e andar de baloiço. Já pedi várias vezes aos papás para me darem um maninho. Mas eles dizem sempre que agora não é a melhor altura. Se calhar agora vou ter manos com os novos papás que a mamã e o papá arranjarem. (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Julho 2011
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