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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…) e ofereceram-me um cigarro. Disse-lhes que não queria experimentar mas eles continuaram a insistir. Recusei. Chamaram-me beto, anormal, filhinho da mamã, puto, menino dos papás. Disseram que era um cortes e que nunca mais ninguém queria andar comigo, que seria ignorado por todos e que nenhuma gaja aceitaria sair ou curtir comigo.
Pensava que eram meus amigos. Mas pelos vistos não são. Se o fossem não me obrigavam a fazer algo contra a minha própria vontade. Mas eu quero continuar a pertencer ao grupo, quero continuar a estar com eles, a ser convidado para festas e a sair com gajas boas. Quero continuar a atrofiar em cenas maradas e a ser popular e se para ser popular tiver de fazer coisas que vão contra os meus princípios, então faço-o, porque não quero ser nenhum Zé Ninguém! (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Agosto 2011
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