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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…) Saldos. Finalmente! Finalmente vou poder comprar tudo aquilo que tanto queria. O vestido preto, o casaco com rendas creme, a camisola de bordado inglês, os sapatos vermelhos e tantas outras coisas que devem estar baratíssimas. Existe melhor época do ano do que esta!?
T-shirts a cinco euros! Não posso acreditar! Vou levar esta, esta e esta. Lenços a três euros! Preciso deste, deste, deste e deste rosa também. Calções a 14 euros! Quero este branco, este verde, este azul, este laranja…
14+14+14+5+5+5+5+3+3+3+3+10+12+16+16+18+2+2+6+8+8 = 172
172 euros. Pode parecer que gastei muito dinheiro mas tendo em conta que comprei mais de 20 peças de roupa não foi assim tanto. Não encontrei o vestido preto, o casaco creme, a camisola de bordado inglês ou os sapatos vermelhos de que tanto precisava. Mas comprei tantas outras coisas que podem também dar jeito. A maioria delas nunca levaria noutra ocasião mas visto que estavam tão baratas… Para alguma coisa hão-de servir, nem que seja para decorar o roupeiro! (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Agosto 2011
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