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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…) Saí do meu país à procura de uma vida melhor. E consegui tê-la durante alguns anos. Nestes últimos seis anos que estou em Portugal consegui sempre ter comida na mesa e dinheiro para enviar aos meus pais e irmãos que estão no Brasil. Mas há dois meses perdi o emprego. O restaurante onde trabalhava teve de dispensar funcionários. Agora o pouco dinheiro que recebo como subsídio mal dá para pagar a casa e fazer duas ou três refeições por dia. Todos os dias entrego currículos em lojas, restaurantes, supermercados. Ninguém me chama para entrevistas.
Queria continuar a ajudar os meus familiares mas já não tenho possibilidades. Saí do meu país à procura de uma vida melhor mas agora tenho uma vida pior daquela que tinha antes de sair do meu país. Para além de não ter dinheiro, tenho saudades, saudades daqueles que nunca deveria ter deixado. (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Agosto 2011
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