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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…) Adeus! Vou-me embora! Chega! Já não aguento mais! Não dá para viver mais aqui. Tentei. Juro que tentei. Tentei mas não consegui. É triste mas vou ter de sair do país. Já não tenho outra alternativa. Sei que lá fora tenho mais oportunidades. Aqui, por mais que me esforce não consigo nada.
Estágios não remunerados, trabalhos temporários, empregos precários. Chega! Acabou! Terminei a licenciatura há cinco anos e há cinco anos que ando nesta vida. Recibos verdes, subsídio de alimentação, subsídio de transporte ou simplesmente nada. Tenho 28 anos e ainda vivo em casa dos meus pais. Não consigo poupar e muito menos ajudá-los nas despesas. Sou da Geração da Casinha dos Papas não porque queira viver às custas deles mas porque não tenho forma de sustentar-me sozinho.
Chego a ter dois, três “empregos” em simultâneo mas o máximo que consigo ao final do mês é pouco mais de 400, 500, 600 euros. Trabalho como um escravo, pelo menos oito horas por dia, incluindo ao fim-de-semana. Não tenho férias, subsídios e muito menos descontos para a Segurança Social.
Estou à rasca mas sobretudo estou desiludido. Desiludido por ter nascido num país onde os conhecimentos são mais importantes que as habilitações, talento ou experiência, num país onde tudo o que conta é a lei do mais forte, num país que já não me interessa. Adeus Portugal! Olá Mundo! (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Agosto 2011
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