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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…) Fiz hoje a mudança para a casa nova. Mudar de casa normalmente é sinónimo de uma vida melhor. No meu caso, não se pode dizer o mesmo. Fui obrigado a abandonar o apartamento num condomínio privado em Algés e a aceitar uma habitação degradada num prédio velho na Amadora. Eu e a minha mulher já não tínhamos dinheiro para pagar tantas despesas: a casa, os carros, as viagens, o colégio dos miúdos, os créditos…
As dívidas são tantas que há dias em que já não sei o que hei-de fazer. Não sei como cheguei a esta situação. Sei que nunca poupei, que sempre gastei tudo aquilo que tinha e também aquilo que não tinha. Hoje em dia é tudo tão fácil. A sociedade do consumismo permite a ricos e pobres adquirir o que quer que seja. Mas, na prática, atrás de um carro, de um computador, de uma casa, de um telemóvel a prestações vêm sempre alguns algarismos a menos na conta bancária.
Estou endividado. Tal como tantas outras pessoas que andam por aí, nunca pensei nas consequências dos meus actos. Apenas pensei no presente, no hoje, no agora. Esqueci-me do futuro, do amanhã, do depois de amanhã. E agora estou endividado (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Agosto 2011
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