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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…) Nunca mais são seis horas. Nunca mais são seis horas para sair daqui. Estou tão farta disto. Estou tão farta deste emprego. Estou tão farta de tudo. Estou farta de acordar cedo. Estou farta de apanhar mais de dois transportes para chegar ao trabalho. Estou farta de aturar o meu chefe. Mas sobretudo estou farta de olhar para o relógio e de não ver as horas a passar. Porque é que durante a semana as horas nunca mais passam? E porque é que ao fim-de-semana parece que o tempo voa?
Nunca mais são seis horas. Nunca mais são seis horas para sair daqui. A vida seria bem mais fácil se não existissem horários, se pudéssemos sair do trabalho ou da escola quando bem nos apetecesse. Porque é que é necessário trabalhar das 9h00 às 18h00 ou das 10h00 às 19h00? E não das 11h00 às 16h00 ou do 12h00 às 17h00? Quem é que foi que disse que trabalhar pelo menos oito horas por dia é sinónimo de produtividade? Há dias em que trabalho mais em quatro horas do que em oito horas. Não seria mais produtivo as pessoas trabalharem pouco mas bem do que muito mas mau?
Nunca mais são seis horas. Nunca mais são seis horas para sair daqui. (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Setembro 2011
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