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geração à rasca

em que os vizinhos se cumprimentavam. “ficar” não existia. as pessoas se...
Percebo hoje que a sociedade é cada vez mais...
uma reclamação
o frio que deixava minhas unhas azuladas
a...
Fui amigo meu. Eu, pra mim, fui bem. Andava meus pés, mas deixei-me aqui. Não fiquei nenhum. E...
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“(…) Tenho dois empregos. Durante o dia sou assistente de enfermagem num hospital; à noite segurança numa discoteca. De segunda a sexta-feira, das 08:30 às 17:30, auxilio os médicos e enfermeiros e dou assistência aos doentes. De quarta-feira a domingo, das 00h00 às 6h00 sou responsável pela segurança num estabelecimento lúdico nocturno.
A minha mulher também tem dois empregos, um durante a semana e outro ao fim-de-semana. Durante a semana trabalha como administrativa numa empresa de contabilidade; ao fim-de-semana é assistente de loja num centro comercial.
Raramente estamos os quatro juntos. Normalmente as crianças ou estão comigo ou estão com a minha mulher. Mas nem sempre foi assim. Há três anos, tanto eu como a minha mulher apenas tínhamos um emprego. Agora é impossível conseguir manter uma casa e dois filhos somente com dois ordenados.
Actualmente, ambos recebemos por mês pouco mais de 2000 euros. A qualidade de vida está cada vez mais cara. As despesas não param de aumentar. Hoje são os transportes a subir, amanhã o preço do gás, da electricidade, da água, da gasolina, depois de amanhã dos alimentos, dos impostos…
A empresa onde a minha mulher trabalha está a dispensar funcionários. O meu emprego na discoteca também não está muito seguro. Tenho muito medo que percamos um destes trabalhos e que não consigamos suportar todos os gastos. Tenho muito medo do futuro. (…)”
Pós modernidade, uma crítica á modernidade, uma crítica á sociedade
Setembro 2011
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